Resenha: TRILOGIA JOGOS VORAZES





"A Guerra é mais voraz do que qualquer jogo."

Esse é o mundo do qual Suzanne Collins nos mostra quando começamos a ler a Trilogia. Katniss Everdeen, uma garota independente que acabou ficando responsável por alimentar sua família depois que o seu pai morre, habitante do pobre e abandonado Distrito 12. A forma que ela encontro de colocar o pão de cada dia na mesa da família foi por meio da caça com arco e flecha, que o pai havia ensinado pra ela.
Foi no meio dessas caças que ela encontro Gale, jovem, órfão de pai e com o mesmo instinto protetor e independente de Katniss.
Porém, nada na vida é tão amigável, depois dos Dias Escuros a Capital fundou Os Jogos Vorazes, que consistia em cada distrito mandar um casal de tributos para servirem de lutadores e assassinos dentro de uma arena onde apenas um sairia vivo.
Na 74° Colheita, Prim (irmã de Katniss) foi sorteada, incapaz de imaginar a pobre Prim participando de uma atrocidade dessas Katniss se oferece para participar dos jogos, salvando a vida da irmã, mas correndo sérios riscos de perder a sua.
Dentro da arena o terror toma conta de todos, 24 tributos, apenas um sairá vivo. Até que o porta-voz dos Jogos Vorazes anuncia que dois tributos de um mesmo distrito podem vencer aos Jogos. Então Katniss passa a caçar Peeta, a cuidar dele, e a se envolver numa paixão forjada para conseguirem sair de lá ilesos. Mas ela só não se dá conta que o doce padeiro Peeta, o garoto de olhos suaves e palavras certas se torna pra ela o que jamais ninguém poderá algum dia sonhar em ser.

Bom, paremos com a história pois é bem capaz de eu soltar um spoiler sem querer rs'. Decidi fazer uma resenha só, contendo os três livros.
Jogos Vorazes me trouxa outra visão do mundo. Como a guerra pode ser desastrosa e voraz.
As marcas de um Guerra são tantas, não apenas espalhadas sobre um País, Estado ou uma Cidade, não apenas as marcas externas de cada soldado que combateu, mas as marcas internas, que caracterizam as perdas, as dores e a destruição que afloram aqueles que participaram indiretamente.
O último livro me fez pensar nisso... Os seres humanos sempre acham motivos para fazer uma guerra, por mais inconcebíveis que sejam, e acabam usando uns aos outros e se autodestruindo.

"Somos seres volúveis e idiotas com uma péssima capacidade para lembrar das coisas e com uma enorme volúpia pela autodestruição." - A Esperança.

E é exatamente isso que somos, seres inconsequentes e ambiciosos que colocamos poder e capital em cima de uns dos outros.
Uma obra recheada de realidade, cintilando dores reais, perdas reais, sofrimentos reais. A guerra de um povo para a Liberdade, tudo em um tom tão real que comove e penetra dentro da alma do leitor, faz com ele consiga realmente enxergar que as guerras estão em todos os lugares, em todos os Países, Estados e cidades, em todos os bairros e em todas as casas. A guerra está dentro de cada pessoa que dê mais valor aos bens, aos status do que ao seu próximo.

"Aquilo que necessito para sobreviver (...) Do amarelo vívido que significa nascimento em vez de destruição. Da promessa de que a vida pode prosseguir, independente do quão insuportáveis foram nossas perdas. Que ela pode voltar a ser boa."

Layout por Maryana Sales - Tecnologia Blogger