"Cedo ou tarde o oceano do tempo nos devolve as lembranças que enterramos nele."
Marina... Uma menina tão doce e singela. Uma personificação
de vida e esperança à todos que a rodeiam. Óscar, um jovem que vive
praticamente solitário em um internato. Mijail Kolvenik, um homem que possui um
passado misterioso e intrigante. O homem que tinha o desejo de concertar os
seres humanos. Eva Irinova... A bela Eva Irinova. Esses são os personagens que
fazem parte da célebre trama de Zafón.
A vida é uma estrada eterna para o nada. Óscar Drái estava
trilhando essa estrada, até encontrar Marina, possuída de singela doçura, brilho
e esperança, um ser que de tão encantador não faz apenas Óscar se apaixonar por
ela, mas também todos nós, seres mortais que simplesmente apreciamos o talento
literário contido em Zafón.
O mistério que ronda a vida de Mijail Kolvenik é intrigante
e assustador. Para o leitor é possível
sim fazer especulações, mas é quase impossível chegar ao verdadeiro conceito de
resposta que está descrito apenas nas páginas desse livro. Um homem como outro
qualquer, aparentemente. Mijail, um dos personagens mais misteriosos que já
vislumbrei nos livros de Zafón, ele tem apenas um desejo: concertar os seres
humanos, concertar àqueles que a natureza virou as costas, fazer deles seres
normais, capazes de ter uma vida feliz e próspera, independente da mutilação
corporal que carregue. Mas, até onde vão as boas intenções? Até onde vai a
ambição por algo quase impossível... Ser Deus?
E aqui lhe apresento mais uma obra esplêndida de Carlos Ruiz
Zafón, recheada de mistério, perigo e suspense. Porém a intensidade das
promessas e dos sentimentos compete para torná-lo apaixonante.
Apaixonei-me por ele, terminei o livro como se toda
intensidade desses sentimentos estivessem dentro de mim, e que eu simplesmente
deveria guardá-lo. É realmente difícil resenhar Zafón, pois simplesmente foge
de tudo aquilo que estamos acostumados a lidar e conviver.

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